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Desabafo para fim-de-semana... "Academic Library 2.0"
Em jeito de desabafo e com a semana de trabalho a acabar… fica aqui o vídeo da conferência " Academic Library 2.0 - sponsored by the Librarians Association of the University of California, Berkeley Division”. É bom ouvir as experiências de outros, mesmo de longe, conseguem tornar válidas as nossas ideias, as nossas lutas por tornar as bibliotecas mais próximas dos utilizadores recorrendo a novas tecnologias de edição de conteúdos, de produção de informação, de colaboração. Tecnologias que estão disponíveis para utilização nos catálogos on-line (opac), na difusão de informação bibliográfica, no trabalho de bibliotecário de referência, na divulgação da actividade da biblioteca, na consulta aos utilizadores… Enfim, em tantos e tantos domínios que poderíamos ir trabalhando, ousando experimentar, e assim contrariar o síndrome, tão presente nas bibliotecas, de só apresentar o trabalho completo-acabado-perfeitinho!
Atenção, vale mesmo a pena tirar uma horita para ver a apresentação de Meredith Farkas (distance Learning Librarian Norwich University).
A iniciativa da Biblioteca Virtual da Universidade do Porto terá inicio às 09h30 no Salão Nobre da Reitoria e as inscrições são gratuitas.
Programa:
09h45 – Indicadores científicos y evaluación de la ciencia: aproximación en el contexto global / Félix de Moya (Universidad de Granada)
11h10 – Alguns indicadores de desempenho das universidades portuguesas / José Ferreira Gomes (Universidade do Porto)
12h10 – Produção Científica em Portugal: os números através do ISI / Maria João Valente Rosa (Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais – GPEARI)
14h15 – Análise da produção científica da U.Porto: a experiência e as expectativas de uma cultura de melhoria contínua / Paula Pechincha (Universidade do Porto)
14h30 – A U.Porto e o acesso a periódicos científicos: analise bibliométrica com base nos títulos do JCR / Manuel Montenegro (Universidade do Porto)
15h00 – Backfiles: the interest of four million articles online / David Mino (Elsevier)
Sobre o primeiro, a temática e o programa eram apelativos, porque abordados a partir de experiências profissionais concretas. Na voz de Helena Patrício, ouvimos a experiência da BNP no estudo da aplicação de software livre, na sua produção e na partilha das questões que devem presidir à selecção dos sistemas informáticos para a realização da actividade biblioteconómica. De Paulo Vilela, tivemos um enquadramento interessante do open source e uma apologia do uso destes sistemas, com destaque para aplicações de escritório electrónico, como a apresentada – open office. No primeiro período de debate, que se ficou mais pelos pequenos esclarecimentos técnicos, deu para ficar a ressalva sobre a necessidade de cuidar a gestão da mudança quando se pretende implementar a utilização de novas aplicações open source nas organizações. No momento seguinte, foram apresentadas as experiências do Instituto de Informática com o software integrado de gestão de bibliotecas – Koha (Pedro Maia e Ricardo Marques), e na Multicert com a gestão documental baseada no Alfresco (Sofia Neto). Do relato destas duas experiências, exemplo de boas práticas da incorporação de software livre nas organizações, ficaram demonstradas algumas das virtudes da utilização de sistemas software livre: baixo custo, comunidades de desenvolvimento onde cada um tem a liberdade de introduzir melhorias e de tornar públicas as alterações para benefício de todos, adaptação simplificada às necessidades de cada utilizador. Resultado das quatro apresentações, das achegas de moderador Rafael António e do espaço de debate, ficaram claras algumas ideias: 1. É fundamental perceber a importância do momento em que se fazem a escolhas iniciais, em que se estudam as possibilidades técnicas, a oferta existente, as opções por software livre, proprietário ou de produção própria, as vantagens e desvantagens das diferentes opções, e por último, como disse Pedro Maia (Instituto de Informática - Koha) “definir muito bem o que é essencial e acessório”. 2. As comunidades de desenvolvimento e partilha de conhecimentos são a grande virtude do software livre, porque, do mesmo modo que os intervenientes neste seminário disponibilizaram o seu contacto para “contarem” da sua experiência, outros em muitas organizações, grupos de discussão, blogs e wikis, demonstram a mesma atitude de partilha e desenvolvimento das tecnologias open source. 3. É bom que estas experiências sirvam de exemplo. Quando outros estudarem as possibilidades de implementação na sua organização, devem ter em linha de conta que alguém, numa instituição vizinha, já pensou ou realizou projectos semelhantes e têm trabalho desenvolvido que podem e querem partilhar. E quem sabe poder dinamizar uma comunidade local/nacional de utilizadores, que muito beneficiará o desenvolvimento dos sistemas. 4. Assim, procurar evitar a tentação, que muitos responsáveis bibliotecários têm, em serem os “inventores da roda”, aquela tendência da singularidade gratuita que apenas serve para despender recursos desnecessariamente – a partilha de saberes entre profissionais e uma rede de competências entre instituições será concerteza sinónimo de sucesso… Um sucesso colectivo e com muitos protagonistas! Por último, parabéns à secção das tecnologias de informação da BAD pela organização deste evento, significa que está atenta aos sinais dos tempos e capaz de promover o encontro dos profissionais para o debate e formação... mas temos que fazer sempre mais.
Sobre o colóquio na BNP, onde obviamente apenas tive em parte da tarde, devo dizer que me pareceu ter tido um número significativo de participantes, e que as comunicações que escutei foram esclarecedoras sobre os objectivos e resultados dos projectos apresentados. 1. Uma questão interessante sobre estas apresentações é verificar que se abordam as componentes técnicas, nomeadamente requisitos técnicos e normas dos processos de digitalização, com uma profundidade significativa e sem receios. Em seminários e colóquios anteriores nesta área, observei que muitas vezes as especificações mais técnicas dos projectos eram remetidos para a área de “informática”, dando a ideia que os profissionais BAD não participavam de nenhuma forma nessas áreas. 2. Um outro aspecto que me pareceu significativo do debate da tarde foi avançado por Júlio Costa, da Biblioteca Pública Municipal do Porto, alertando para a necessidade de se evitar a duplicação de obras digitalizadas, e afirmou não fazer qualquer sentido a mesma peça documental ser digitalizada em diferentes projectos de digitalização e por diferentes instituições (facto que já verificou). Decorrente deste alerta, Inês Cordeiro reiterou o objectivo que a Biblioteca Nacional tem em criar um registo Nacional de Documentos Digitalizados, que funcionará precisamente como mecanismo para evitar a duplicação e rentabilizar o trabalho desenvolvido por cada um. 3. Para finalizar, parece-me que a grande virtude destes projectos reside na disponibilização do património bibliográfico e na promoção do acesso alargado ao património documental à guarda das instituições.
Estratégias de comunicação das bibliotecas com os seus públicos tem sido um dos interesses bem presente no rato de biblioteca. Falei já da utilização do youtube, em concreto dos seus canais, como meio de comunicação fácil, gratuito e eficaz de aproximar a biblioteca da comunidade, e das suas potencialidades no complemento aos programas de formação de utilizadores. Encontrei nas minhas viagens pelo youtube o canal LibVlog, da "Arlington Heights Memorial Library", e tenho acompanhado com entusiasmo um dos seus modos de informar os utilizadores da actividade da biblioteca. "What's up this week?" são vídeos feitos com as notícias da semana: informação das actividades a realizar, dicas de pesquisa, programas para adultos e crianças, etc... os vídeos estão em destaque na página web institucional da biblioteca e disponíveis no canal. >> Veja o que por lá se vai passar de 11 de Fevereiro a 2 de Março Mas atenção, devo realçar a existência de muitos outros serviços on-line de vídeo na linha do youtube, uns mais específicos e outros mais genéricos (por exemplo o nosso http://videos.sapo.pt, ou outros como www.blinkx.com, http://jumpcut.com, http://9.yahoo.com, http://video.google.com... Sugiro a lista (muito completa) no livro Planeta web 2.0), pelo que se deverá estudar a utilização que se pretende e o impacto de cada um, para escolher a opção mais indicada. Pode também duplicar-se a informação vídeo por diferentes serviços ou aplicações.
Software Livre, património bibliográfico e bibliotecas digitais... em debate
Realizam-se amanhã, dia 12 de Fevereiro, em Lisboa, dois interessantes eventos na área das bibliotecas e tecnologias de informação: Na Biblioteca Nacional, o Colóquio Património bibliográfico e novas tecnologias, de entrada livre, terá como temas genéricos a "História do livro e das bibliotecas portuguesas" e as "Bibliotecas digitais Patrimoniais". Na faculdade de letras de Lisboa, organizado pela BAD, realiza-se só de manhã, o seminário "O Software Livre e os Profissionais da Informação" O rato vai lá espreitar...
Todos sabemos o elevado interesse e impacto que tem o recurso às tecnologias vídeo no apoio à formação, nomeadamente nas ferramentas de apoio aos utilizadores das bibliotecas. Os canais do youtube surgem claramente como uma solução eficaz, porque, para além de simples e fácil de executar por parte dos profissionais das bibliotecas, representa uma realidade tecnológica próxima dos públicos mais jovens. O Youtube surge sempre no Top 10 dos sites mais visitados em Portugal! Já existem algumas experiências interessantes que podemos consultar, quer de bibliotecas públicas, quer de bibliotecas do ensino superior, com vídeos informativos ou tutoriais. Mesmo as universidades e as empresas associadas a base de dados bibliográficas ou a software de gestão de bibliografias já utilizam os canais do youtube como meio de comunicação. Canais ou vídeos como: BaruchCollege_NewmanLibrary, BioMedCentral, LibVlog Channel, ZSR Library Screencasts, University of Wales Bangor: Finding books in the library, EndNoteTraining, MohawkLibrary, ProQuest K-12 Videos, são exemplos da utilização deste recurso tecnológico da web. Criei também um canal para a biblioteca do ISCA-UA, para alimentar com vídeos made in isca, mas nesta primeira fase tem apenas algumas playlists que visam apoiar os suportes de formação. A primeira a ser usada foi para a formação do EndNote – software de gestão e geração de bibliografias, e ao que parece tem resultado. As coisas simples também são solução… complicar porquê?