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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007
9 reflexões do 9º congresso
Nove breves reflexões em jeito de conclusão... depois de três dias em congresso BAD
:: I :: espaço de encontro ::
Mais do que estar com colegas de trabalho, com quem partilhamos as aventuras e desventuras do quotidiano da biblioteca, o espaço de encontro que proporciona o congresso é momento para rever colegas de outras paragens – académicas e profissionais, conhecer novos rostos e com eles partilhar ideias, cultivar relações e aproximar visões. Enfim, espaço de encontro onde invisto no olhar do outro para me tornar mais completo pessoal e profissionalmente.
:: II :: antes de mais uma paixão ::
É pelo sonho que vamos... é mais que notório que as bibliotecas precisam de desempenhos profissionais de excelência para as dotar da valorização devida. Mas em congresso vemos reforçada a ideia de que a paixão pelo mundo da informação e do conhecimento é o pilar fundamental das “coisas boas” que se fazem e pensam. Em comunicações, intervenções e conversas sente-se a paixão de muitos profissionais e isso é revigorante.
:: III :: carregar as baterias da motivação ::
Em congresso “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”, congregamos vontades, partilhamos ideias... funcionando para mim como momento de recarregar baterias, procurar mais dinamismo e gerar mais desafios.
:: IV :: espaço de reflexão ::
O congresso como espaço de reflexão é frenético. Nem sempre conseguimos ouvir tudo o que queremos, os espaços de debate disponibilizados depois das comunicações são limitados, e poucos se disponibilizam a perguntar, completar ou debater, mas ficam dois/três temas que resultaram muito bem, o painel dos blogs – verdadeiro espaço de reflexão conjunta, e a cima de tudo, as reflexões nos corredores, as conversas, avaliações e comentários em almoços e jantares.
:: V :: comunicações ::
As comunicações integradas nos diferentes temas do congresso não tiveram um nível qualitativo igual. Foram até algumas as que revelaram pouca solidez científica, desarticulação com a realidade e superficialidade na abordagem, surpreendendo-me a ausência de debate e questões nas circunstâncias em que tais foram apresentadas. No entanto, o que trago do congresso como marca significativa são os trabalhos e apresentações de qualidade. Comunicações com: bases teóricas bem fundamentadas e documentadas, análises que revelam competências científicas, estudo aprofundado de bibliografia de referência, contributos de profissionais de outros países, avaliações cuidadas dos serviços, e testemunhos de um gosto enorme pelo mundo das bibliotecas, arquivos e informação.
:: VI :: blogueiros, bloguers e weblogs ::
Parti ao encontro da aventura neste congresso – participar num painel, para reflectir sobre os “weblogs no domínio das ciências da informação”, em conjunto com outros com quem apenas partilhava espaço opinativo na web. A aventura foi um sucesso... o momento de reflexão sobre esta ferramenta de comunicação foi muito participado, em número de pessoas, intervenções e contributos para a reflexão, e aproximou pessoas que claramente olham o nosso meio profissional de um modo aberto e plural, ousando participar na sua construção.
:: VII :: um desabafo ::
Não compreendo, não aceito e considero repugnáveis as atitudes de absentismo de alguns profissionais, que com despesas pagas pelos serviços, total ou parcialmente, não se sentem obrigados a marcar presença em todos os espaços de trabalho ou a fazer ouvir mais a sua voz. Não me lamento por ter suportado a totalidade das despesas da minha participação no congresso, mas lamento organismos que suportam profissionais que pouco contribuem para a qualidade do congresso.
:: VIII :: reforço do associativismo ::
A realização de um congresso desta envergadura é claramente um momento de reforço do associativismo BAD. Ouvi durante os três dias de encontro criticas e elogios à nossa associação profissional. Sou sócio da bad porque acredito no associativismo como motor de uma cidadania activa, e agradeço a quem se tem dedicado à valorização e qualificação da nossa profissão, assumindo que procurarei mudar da lógica de sócio consumidor para a de participante na vida associativa, porque só assim fará sentido a minha critica.
:: IX :: maior visibilidade ::
Este congresso parece-me ter sido uma oportunidade perdida de valorização e visibilidade dos profissionais bad junto da opinião pública. Não se percebe a existência de estratégias de comunicação com entidades externas, particularmente com a comunicação social, no sentido de dar maior visibilidade às reflexões e experiências apresentadas no congresso. Foram muitas as “boas práticas” apresentadas e que podem ser divulgadas numa estratégia de comunicação incisiva e apelativa, que cative pela singularidade e originalidade. Realizações em bibliotecas públicas, projectos digitais inovadores, práticas de administração pública de excelência... nada disto merece notas para a imprensa ou trabalho prévio de divulgação junto de agências de notícias? E as conclusões? Não se pode acabar um congresso dizendo que “enviaremos as conclusões a todos os associados”. Percebo que um trabalho mais apurado das conclusões de todos os temas e painéis seja demorado e que um documento mais alargado e completo seja enviado posteriormente, mas não se pode deixar de procurar indicar as principais linhas de rumo que traduzam a temática proposta – bibliotecas e arquivos: informação para a cidadania, o desenvolvimento e a inovação.



De Filipe Leal a 4 de Abril de 2007 às 12:45
Olá Pedro,

O primeiro congresso em que participei foi o de Braga (1992). Passados quinze anos e vários congressos da BAD, é-me possível identificar um conjunto de tendências, que se tem vindo a acentuar:

1. A emergência de uma pseudo–cientificidade. Os congressos são aproveitados para cumprir o ritual de apresentação dos resultados das dissertações de mestrado e das teses de doutoramento que, na maior parte dos casos (e com honrosas excepções), não trazem nada de novo nem de interessante. Faço notar que os discursos estão cada vez mais distanciados das práticas. Obviamente que é mais fácil dizer do que fazer e, neste ponto concreto, a pseudo-cientificidade serve mais para afirmar pessoas do que instituições.

2. A ausência de um debate participado e incisivo. A ausência do debate decorre, na minha leitura, de três factores fundamentais: a) o número excessivo de comunicações, que acabam por sobrecarregar o congresso com intervenções de qualidade e pertinência duvidosa; b) a falta de respeito de muitos colegas pelo tempo que lhes é concedido, tempo esse que devia ser utilizado para o debate; c) a falta de hábito de discutirmos publicamente os nossos pontos de vista, o que nos leva a não conseguir ter posições comuns enquanto classe profissional.

3. A falta de tomada de posições públicas por parte da classe. Os congressos da BAD só interessam aos profissionais da BAD. A ausência de uma cobertura por parte da comunicação social faz com que seja um congresso autista e autofágico. Os congressos são reuniões magnas e momentos únicos de tomada de posição por parte dos profissionais, mas, por exemplo, o que é que o cidadão comum ficou a saber sobre o impacto que o empréstimo pago vai ter na sua vida. Nenhuma.

4. O esmorecer do entusiasmo dos profissionais. Perdeu-se, no caso das bibliotecas públicas, a chama dos primeiros tempos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Perdeu-se o capital de esperança que investimos na possibilidade de efectivamente nos constituirmos como uma rede cooperativa, em que o todo fosse maior do que a soma das partes. O que resta é um conjunto vasto e mais ou menos heterogéneo de bibliotecas públicas que nunca conseguiram afirmar-se junto das comunidades que servem e dos políticos que decidem o seu futuro. Restam também alguns casos de bibliotecas públicas de sucesso (justificável muitas das vezes por uma combinação única e instável de vontade política e de dinamismo profissional) que poderiam servir de motor para criar a rede cooperativa. Mas falta a visão estratégica dos profissionais e a vontade política dos decisores de topo.

Penso que é fundamental repensarmos os congressos da BAD. Deixo aqui quatro sugestões para o próximo Congresso da BAD:

1. Um congresso com menos comunicações (= maior selectividade e menos pseudo-cientificidade);

2. Um congresso com mais painéis (= para agregar num mesmo espaço profissionais com os mesmos interesses e com vontade de tomar posições e desenvolver acções comuns);

3. Um congresso com mais tempo para debate (= maior equilíbrio entre o tempo para as apresentações e o tempo para os debates);

4. Um congresso com maior intervenção pública (= fazendo chegar à opinião pública, através da comunicação social, a dimensão política do nosso trabalho).

Já agora, em jeito de nota final, gostava de referir que no repto que lancei aos meus colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras para participarem no Congresso da BAD foram três coisas: 1. Expressarem as suas opiniões pessoais de forma clara e fundamentada (mesmo que contrariassem as minhas opiniões sobre os mesmos assuntos); 2. Adoptassem um registo de reflexão crítica sobre o seu trabalho (e não somente a descrição do que fazemos); 3. Respeitassem escrupulosamente os 20 minutos que nos eram dados (por razões de eficácia de comunicação e por respeito pelos regras).

Saudações cordiais
Filipe Leal
Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras


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